segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os Homens que Encaravam Cabras [ Cinema ]



Demorei muito a ver Os Homens Que Encaravam Cabras (2009). Ontem, resolvi isso. O filme atendeu às minhas expectativas: nada de extraordinário, mas um bom e divertido filme sobre a paranoia e entropia presentes nos serviços de defesa norte-americanos. Ao menos, para mim, é disso que trata o filme. Por mais malucos que sejam os fatos ali mostrados, vale a advertência no início da película: "Há mais verdade nisso no que você acreditaria".

A trama gira em torno da descoberta acidental do jornalista Bob Wilton (Ewan McGregor) sobre uma seção secreta (na verdade, não oficial) do Pentágono, onde as atividades paranormais são exploradas por um viés new age. O filme se passa durante a ocupação do Iraque, com diversos momentos de flash back, com base especialmente nas memórias do Oficial Lyn Cassady (George Clooney). De início, o programa de "visão remota" das Forças Armadas possuía um aspecto pacifista, preventivo, desenvolvido pelo militar-hippie Bill Django (Jeff Bridges). Após um escândalo e a consequente queda deste, Larry Hooper (Kevin Spacey) assume o controle das pesquisas para aplicação letal de seus resultados, onde o treinamento principal era o sacrifício, à distância, de cabras, apenas com o olhar.

Pode parecer esquisito tudo isso. Mas acredito que serviços de defesa e inteligência gigantescos como o norte-americano perdem seu controle interno, entram em curto-circuito e sobrevivem em constante paranoia, criando e mantendo as maiores e ineficientes aberrações no jogo de poder que se trava entre as diversas células nascentes de sua desorganização. Também chama atenção - no filme - o caos instaurado, no Iraque, pelas empresas "parceiras" do Governo americano na "ocupação de desenvolvimento" daquele País esfacelado.

Uma curiosidade: os militares treinados no programa psíquico são chamados de "Jedis" e, quando empregam seus dons letalmente, estão se debandando para o "lado negro da força"!

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