segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Oblivion [Cinema, 2013]



Assisti a Oblivion e fiquei com uma sensação de déjà vu. O filme faz uma grande misturada de temas já bastante explorados no cinema e na televisão. Em especial, o final me remeteu a Lunar– esta, sim, excelente produção cinematográfica, que já comentei brevemente aqui. Sem dúvidas, Oblivion tem grandes méritos, em especial o estético. As imagens são espetaculares, desde as elaboradas com auxílio de recurso digitais até a fotografia de grandes áreas de vale. Penso que o grande problema de produções que se passam num futuro distópico é a repetição de elementos às vezes já batidos.

Gostei de saber, entretanto, que o roteiro é baseado em graphic novel do Diretor Joseph Kosinski, ainda não publicada. Espero que, algum dia, seja editada. Talvez, noutra forma de mídia a história fique mais interessante, seja mais atraente e melhor contada. Por mais que goste de cinema, admito que seu formato tolhe muito o aspecto adjetivo de qualquer obra onde vá beber.

O título original foi mantido. "Oblivion" (esquecimento, em português), liga-se ao processo de perda de memória a que alguns humanos aparentemente tiveram que se submeter. Sou a favor de que títulos não sejam traduzidos. E, se traduzidos, que não se percam na tradução.

Sinopses sobre o filme e imagens diversas podem ser encontradas aos montes na internet, para quem se interessar. Aqui, quis apenas dar um breve ponto de vista sobre esse sci-fi de elevada qualidade, que funciona bem para nos entreter de uma forma até inteligente, mas que não é nada “extraordinário”, como já vi falarem por aí. Destaco, por fim, o grande mérito do filme: não gastar tempo tentando dar explicações não convincentes sobre a natureza da vida extraterrestre que se propõe a sugar a energia e recursos naturais de nosso Planeta. Esta omissão foi bem vinda!

Ah, a grande conclusão que retirei da produção foi: Tom Cruise e Morgan Freeman realmente viraram vampiros, pois pararam de envelhecer.

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