sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Desmistificando o cocô



O cocô sempre foi encoberto por mitos e místicas. Não chegou a hora de desmitificar e desmistificar isso? Esses dias, a agenda progressista deu mais um salto fantástico e revolucionário. Enquanto os coxinhas perdem tempo discutindo insignificâncias como liberdade individual diante do Estado gigante e afrouxamento das amarras regulatórias para que se possa gerar empregos, sites empoderados como o excelente Catraca Livre nos deu um belo tapa na cara: Instrutora de yoga dá aula sem absorvente e quebra tabu

Isso me levou a tentar dar o necessário passo adiante. Pois vamos lá... Sou um homem, portanto, defeco. É sujo, fedorento e, às vezes, doloroso e terrível; no entanto, durante o alívio, é lindo e gratificante. E mesmo assim você não saberia que defeco, pois escondo e mantenho minha bunda limpa. Chegou a hora de desconstruir essa imposição social, essa opressão milenar. Nossos antepassados não limpavam a bunda; iam caçar, plantar, colher, guerrear, dormir e amar assim mesmo: cagados, sujos de bosta da bunda até às pernas. Falem mais sobre o assunto. Não escondam, eduquem seus filhos para eles compreenderem que o cocô pode vir em momentos inconvenientes, mas, ao mesmo tempo, é um presente: seu corpo funcionando corretamente. Nunca é algo para se envergonhar. Eduquem seus filhos para que eles não se enojem ao ouvir as palavras "banho" e "papel higiênico". É isso. Desculpem pelo desabafo, mas acredito que, juntos, podemos trabalhar nessa desconstrução urgente.

Abraços escatológicos.

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