domingo, 26 de fevereiro de 2017

A Mulher de Negro [ Cinema ]


Harry Potter deixando Hogwarts.
Assisti ao filme A Mulher de Negro esta semana, enquanto sofria na bicicleta em busca de torrar a gordura que teima em não me largar. Já tinha ouvido mil elogios sobre a produção. Sim, é um filme bacana para passar o tempo, para entreter. Mas só. Baseado no romance de Susan Hill, é cheio daquelas surpresas para botar medo no espectador. O sujeito vira-se e - tchan-rã! - surge um rosto macabro na tela. Se fosse no cinema, alguém daria um pulo da cadeira e diria "Nossa!", com a mão no peito. Mas como não engulo mais esses clichês - passei minha infância vendo filmes de horror e o Cine Trash na Band -, perdi a sensação de espanto por qualquer bobagem. Destaco, no entanto, a bela produção de arte e a fotografia melancólica. Ao menos a película nos proporciona um deleite estético. Para matar o tempo, vale a pena.

Na trama, Arthur Kipps, um Advogado viúvo e atormentado por imagens de sua falecida esposa, tem a árdua tarefa de conciliar os cuidados com seu único filho e o trabalho em bancarrota. Em viagem a uma pequena Cidade distante de Londres, ele precisa cuidar da documentação de uma antiga cliente de sua firma: a recém falecida Sra. Drablow proprietária da Casa do Brejo da Enguia, mansão praticamente abandonada, com direito a cemitério e pântanos particulares, amplos jardim e totalmente cercada por charco. Basicamente, o lugar é uma ilha no lamaçal.

Na cidade que sedia o casarão - Crythin Gifford - os habitantes querem que, a todos custo, Arthur Kipps deixe o local imediatamente. [Spoilers] Mais à frente, descobrimos o temor dos cidadãos. É que, cada vez que uma mulher enlutada é vista perambulando pela propriedade da falecida Drablow, uma criança da cidade comete suicídio de maneira cruel e violenta. Com o tempo e já sem razões para descrer na história, Kipps tem uma ideia para aplacar a ira da defunta. Esta, na verdade, é Jennet Humfrye, irmã da Sr.ª Drablow, numa jornada de vingança contra toda a localidade de Crythin Gifford, que permitiu, há anos, que seu filho lhe fosse retirado - possivelmente por problemas mentais - e a guarda dada à irmã e seu marido. Essa criança, no entanto, falecera muito jovem, de uma forma violenta (afogada no charco). Jennet Humfrye atribuía a culpa à irmã e, atormentada, cometeu suicídio. A ideia de Kipps é resgatar os restos mortais do filho de Jennet, mergulhados no charco.

Como o filme teve um orçamento de US$ 17 milhões e faturou mais de US$ 120 milhões em bilheteira em todo o mundo, Hollywood (cada vez mais sedenta por lucro fácil sobre suas bobagens, despejadas a rodo no mercado) já anunciou a sequência. Jon Croker escreverá o argumento baseado em The Woman In Black: Angels Of Death, outro livro de Susan Hill.


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